BDSM

BDSM é um acrônimo para Bondage e Disciplina, Dominação e Submissão, Sadismo e Masoquismo.

Fetiches

Conheça os principais fetiches e seus significados.

Práticas BDSM

Descubra as diversas práticas do universo BDSM e aprenda seus conceitos para realizá-las na prática.

Dominação e submissão

Significado e dicas de uma relação baseada em uma D/s - Dominação e submissão.

SSC

Oriente-se com as dicas de segurança baseadas no conceito principal, o SSC - São, Seguro e Consensual.

21/09/2017


Agora são 04h29 da manhã de uma quinta-feira do dia 21/09/17.

O propósito desse texto é começar a falar um pouco sobre lendas urbanas criadas a meu respeito nesses longos 13 anos de BDSM como praticante ativo, como Dominador.

Inicialmente gostaria de dizer que além do Top existe o ser humano, o pai de família, o homem. Sou uma pessoa simples, firme e justa. Não gosto de mentiras, meias verdades, da teoria da conspiração, do disse e me disse, de fofocas, etc. A verdade é bem simples: não gosto porque a mentira possui sete capas. Seis capas servem para cobrir e apenas uma para descobrir. Portanto, falo a verdade doa a quem doer, na cara de quem quer que seja e quiser ouvir. Ou seja, não mando recados!

Talvez e até por isso criei desafetos ao longo da minha jornada pelo meio e também grandes amizades me associando com pessoas verdadeiras, de personalidade e caráter. Relações das quais me trouxeram grandes e maravilhosas experiências, que me orgulho em mantê-las até hoje como um porto seguro. Relações onde posso ser quem quiser. Ser entendido ou compreendido mesmo estando errado. Afinal, amigos também servem para ajudar a novamente trilhar o caminho certo.

Infelizmente passei mais uma vez por um episódio negativo no dia 19/09/17. Uma pessoa que conhecida simplesmente conspirou e mentiu pela segunda vez... Um pseudo praticante do meu próprio Estado, que abri as portas da minha casa, que tinha uma grande estima, que conheceu meus filhos, minha ex-esposa e submissa da época... Essa pessoa me sacaneou e sinceramente não vejo qualquer propósito de se utilizar de argumentos mentirosos, a não ser pela inveja e para se promover utilizando o meu nome ao criar inverdades a meu respeito.

Antigamente ficava possesso com esse tipo de comportamento. Já escrevi diversos textos a respeito da falta de caráter de praticantes que consomem as relações dentro do nosso universo como se fosse um câncer. Infelizmente apaguei grande parte desses textos por inúmeros motivos, mas, infelizmente não tem jeito. Sempre existem os conspiradores e os invejosos que se esforçam e gastam sua energia para poder fazer com que você tropece ao invés de construir relações sadias.

Enfim, está na hora de voltar a desmistificar essas lendas urbanas criadas a meu respeito e que infelizmente só mudam de endereço. Esse é o primeiro texto e voltarei a relatar aqui no meu espaço as coisas que já me aconteceram desde que entrei para o BDSM. Espero que sirva de alguma maneira para que as pessoas possam pelo menos analisar e desconfiar de tudo ou de todos, pois nunca saberemos quem são as pessoas. Ou seja, mais cedo ou mais tarde elas sempre demonstrarão para o que vieram.

BDSM não é conto de fadas! É maravilhoso, mas ao mesmo tempo extremamente perigoso e real!

Saudações SM!

Senhor Etrom

04/04/2014


O sexo anal é uma prática comum tanto no mundo baunilha quanto dentro do BDSM. Se praticado corretamente pode ser absolutamente seguro como qualquer outra prática sexual.

Fora dos padrões preconceituosos da sociedade brasileira e além dos gays, as pessoas praticam porque é bom, pois o ânus é uma região intensamente erógena que pode proporcionar um incrível prazer. Na região do ânus existem muitas terminações nervosas, mais até do que grande parte do corpo masculino ou feminino – onde a grande exceção é o clitóris.

Qualquer prática sexual pode envolver ou não a penetração, mas no sexo anal existem milhares de formas para se obter prazer. Podemos praticar desde uma simples introdução de um dedo até o uso de acessórios ou o pênis e é claro que uma boa higiene e muita lubrificação ajudam fisicamente no ato.

Existem dezenas de tabus em relação a esse tema e não existe necessariamente nenhum empecilho médico para realizar essa prática ou regras. Se houver interesse no ato sexual anal basta tomar alguns cuidados importantes como o sexo seguro, a limpeza, boa comunicação entre os pares, relaxamento e lubrificação. Isso porque o ânus possui dois anéis musculares, os esfíncteres esterno e interno. Esfíncter é uma estrutura, geralmente um músculo de fibras circulares concêntricas dispostas em forma de anel, que controla o grau de amplitude de um determinado orifício. O esfíncter externo está sob o controle voluntário da pessoa e ela pode relaxá-lo por vontade própria. O esfíncter interno não está sob seu controle e se houver qualquer clima de tensão ou tentar forçar qualquer penetração vai acabar machucando ou rompendo o esfíncter, o que fará a pessoa ficar ainda mais tensa(o) ou a necessidade de se procurar um médico. Então é melhor usar o bom senso e ir devagar, pois ninguém pode ser forçado a gostar de sexo anal.



SOBRE OS CUIDADOS

Comunicação: é sempre bom quando existe uma química entre os pares. A cumplicidade de se falar sobre o que irá fazer antes de fazer pode quebrar qualquer clima de tensão e proporcionar ainda mais prazer! Não enrole o seu parceira(o) e nem a(o) surpreenda(o); ela(o) não vai relaxar e não vai ser divertido. É sempre bom ter a certeza de que vocês dois estão confortáveis sobre a ideia de fazerem o sexo anal.

Relaxamento: criar um clima agradável, estável e valorizar preliminares pode ajudar e é sempre bom conhecer os limites e o corpo do seu parceiro(a), mas, além disso, é necessário que a pessoa passiva em relação ao sexo anal possa ouvir o seu próprio corpo. Como é uma área muito sensível, “se o seu ânus quiser que brinquem com ele, você vai saber; se não quiser, não force”!

Lubrificação: o reto não produz lubrificação e se alguma coisa existe nesse sentido ou percebeu que está lubrificado, não se engane. Isso nada mais é do que uma mucosa que costuma ser úmida e, se não houver o uso de qualquer produto lubrificante, instrumento para penetração e ela for feita apenas pelo pênis do seu parceiro, pode ser a lubrificação natural do pênis dele. Então, como o ânus não produz lubrificação, é necessário que você use um lubrificante À BASE DE ÁGUA como o KY GEL. Quanto mais lubrificante usar, mais confortável vai ser. Entenda que se você nunca brincou com o seu ânus antes vai sentir sensações intensas e estranhas, como se estivesse tendo um movimento intestinal quando o seu parceiro tirar seus dedos, pênis ou acessórios de dentro de você e vai levar algum tempo para notar que essa sensação é enganosa e o que você está sentindo não vai resultar em sujeira no lençol.

Segurança e Higiene: não é suficiente apenas limpar o seu ânus, o seu parceiro também deve usar barreiras de látex. Se houver contato com os dedos é orientado usar luvas para não haver a proliferação de bactérias, pois elas existem tanto no ânus quanto nas mãos, principalmente nas unhas. Se houver a penetração com o pênis ou algum acessório é necessário o uso de preservativos. Isso também ajuda em relação às bactérias e previne quanto as DSTs (doenças sexualmente transmissíveis). O fato é que usar proteções sempre aumenta a sensação de segurança e limpeza, o que ajuda muitas pessoas a relaxarem e curtirem mais a experiência que estão tendo.

A maioria das pessoas que praticam o sexo anal costumam dizer que essa pratica não é tão arriscada, mas se não houver qualquer proteção isso pode ocasionar até um problema de saúde pública, trazendo a transmissão de doenças sexualmente transmissíveis e infectar milhares de pessoas. Como foi mencionado acima, não force nada. Se houver qualquer desconforto ou dor no ato sexual anal, PARE! Qualquer variação pode ocasionar no rompimento do revestimento anal e levar a sérias infecções. Se notar que está sangrando ou perceber qualquer corrimento fora do normal procure um médico.

Saudações SM!

Senhor Etrom

19/02/2014


É possível ensinar ao marido baunilha a ser um Dominador?
by Sub_Curiosa  7 months ago
Eu acho que seria muito mais facil se os casais falassem a mesma língua né.
Mas nem sempre, ou melhor, quase nunca isso acontece quando nos casamos cedo e não conhecemos o parceiro tão bem assim.

Então pergunto, é possível ensinar seu marido baunilha a ser um Dom?

É mais fácil ensinar uma esposa a ser submissa?

Dommes caso desejem responder eu tambem gostaria de saber se é possível o inverso.

(https://fetlife.com/groups/76332/group_posts/4155612)

Minha resposta a essa pergunta no Fórum do Fetlife:

"Acredito que se todo relacionamento baunilha tivesse uma pitada de BDSM somado ao tempero da cumplicidade tudo seria mais fácil e provavelmente as relações entre um casal baunilha no mínimo durariam mais!

Descobrir o SM antes do parceiro e vivenciar praticando de forma velada é uma opção, mas acredito que se possa falar sobre o tema com o parceiro(a) para poder saber se realmente vão possuir o mesmo interesse. Claro que isso pode ser uma faca de dois gumes: É melhor praticar sem que o outro saiba ou é melhor falar pra ver se a outra pessoa tem interesse e assumir o risco de possivelmente romper a relação que não será mais a mesma coisa?

Muitos podem até questionar o fato de que pra ser BDSMer tem que nascer com tendências ou dons para viver a nossa filosofia, mas acho isso um critério ultrapassado pq se pode aprender. Até pq existem pessoas que realizam práticas e nem sabem que o BDSM existe.

Na minha opinião, acho que a pessoa deve viver o que ela quiser, casada ou não. O que importa é assumir o que ela é pra ela mesma, para o seu par e se a sua cara metade entender, quiser ou não experimentar, é uma opção dela. A partir daí é assumir os riscos e prazeres."

Saudações SM!


Senhor Etrom

31/07/2013


Como em toda ou qualquer tipo de relação, dentro do BDSM temos que tomar cuidado com tudo o que se é praticado, pois existem riscos e devemos tentar eliminá-los ou reduzi-los.

Existem pequenos detalhes que a maioria dos praticantes deixam passar despercebidos e que podem fazer a total diferença quando não queremos que algum tipo de problema aconteça ou que alguma coisa dê errado. Esses detalhes passam mais despercebidos por aqueles que estão conhecendo agora o mundo BDSM e por aqueles praticantes mais experientes que acham que tudo está sobre controle apenas por ter conhecimento e acabam entrando na zona de conforto, se acomodando.

Uma prática ou sessão segura é aquela feita de maneira com que se possa eliminar riscos que podem resultar em lesões corporais, traumas psicológicos ou até mesmo a morte. Então, precauções devem ser tomadas para que tudo saia bem. Antes de tudo, é fundamental respeitar o principio básico do BDSM (SSC – São, Seguro e Consensual), ter bom senso e estudar sempre antes de realizar qualquer prática. Quando se pratica alguma técnica com os conhecimentos necessários tudo se torna mais eficaz, prazeroso e proveitoso.

Abaixo estão alguns dos principais cuidados que podem fazer a total diferença e trazer uma maior segurança na hora de realizar qualquer tipo de prática durante uma sessão SM:

- Sempre combine uma safeword (palavra de segurança) com o seu parceiro antes das sessões! Elas podem ser verbais ou gestuais e é utilizada para parar uma sessão imediatamente se alguma coisa estiver errada ou fora do controle.

- Em hipótese nenhuma, antes ou durante a sessão, faça uso de bebidas alcoólicas, drogas ou qualquer outro alucinógeno! Isso faz com que se perca a percepção exata do que está acontecendo durante a prática/sessão e atenua problemas.

- Utilizar luvas e instrumentos cortantes ou perfurantes desde que sejam descartáveis e, assim como a pele, esterilizá-los. Para isso, é melhor dar preferência ao uso de água oxigenada, álcool ou ainda uma estufa.

- Quando for realizar a prática do spanking, evitar bater em pontos vitais ou em outros onde possa haver perfurações. Após a sessão, para amenizar as marcas e aliviar as dores, é sempre bom aplicar gelo e pomada cicatrizante e bactericida.

- Quando for praticar Bondage, principalmente na utilização de cordas, algemas, etc., é necessário se atentar para não prender e prejudicar a circulação sanguínea.

- É sempre bom manter ao alcance da mão uma tesoura ou faca sempre que envolva privação de sentidos (Bondage) ou afins, pois nunca sabemos o que pode ocorrer durante a sessão. Se houver desmaios, falta de ar ou qualquer outro tipo de incomodo, é mais fácil libertar a submissa(o), cortando o material de forma imediata.

- O(a) Dominador(a) é o maior responsável pela escolha e o andamento das práticas durante uma sessão. É sempre bom manter uma sintonia na comunicação para saber sobre a saúde do bottom, da sua e de qualquer limite. Isso serve para evitar problemas relacionados às DSTs e não ultrapassar limites que podem causar transtornos. 

29/07/2013


A coleira é um dos símbolos mais significativos dentro do BDSM. Ela representa um compromisso, uma relação de propriedade entre o Dominador e a submissa. É como em uma relação baunilha onde se usa uma aliança que identifica se uma pessoa é casada ou que esteja namorando. A diferença no BDSM é que apenas a submissa utiliza esse símbolo para demonstrar a todos a quem pertence.

Quando uma ubmissa começa a usar uma coleira é porque o Dominador a assumiu como propriedade, que passa a ser responsável por ela e que a submissa também assume o compromisso de se submeter a esse Dominador.

Existem vários tipos de coleiras e elas podem ser virtuais ou físicas. Elas podem ser usadas em momentos diferentes, como em reuniões sociais, encontros BDSM, na negociação, treinamento, em sessões, no dia-a-dia, em redes sociais, etc.


Coleiras virtuais

Em relação às coleiras virtuais, a submissa passa a usar o seu nick/apelido em caixa baixa e nele é inserido o nome de seu Dominador que começa com a letra inicial dele ou o nome inteiro em caixa alta. Somado aos nomes da submissa e do Dominador, pode-se acrescentar alguns caracteres especiais, como chaves, parênteses, pontos, colchetes, barras, etc.

Alguns exemplos de coleiras virtuais:

nome da submissa_NOME DO DOMINADOR
(nome da submissa)_NOME DO DOMINADOR
{nome da submissa}_NOME DO DOMINADOR
nome da submissa_Nome do Dominador
(nome da submissa)_Nome do Dominador
{nome da submissa}_Nome do Dominador
nome da submissa do Nome do Dominador


Coleiras físicas

Sobre as coleiras físicas, essas podem ser usadas para sessões, eventos ou no dia-a-dia. Existe uma variação de coleiras e pode-se utilizar desde coleiras de cachorros até aquelas mais refinadas. Claro que ao usar uma coleira de cachorro em ambientes “baunilhas” você estará sujeita a uma série de preconceitos sociais e foi pensando nisso que se criaram coleiras sociais. Elas são mais discretas e formadas apenas por simples colares com pingentes ou ainda alguns símbolos que remetam o compromisso de uma relação BDSM. Além das coleiras sociais existem as coleiras posturais, de cachorro e outras mais extravagantes para utilizar em sessões ou eventos BDSM, por exemplo.

Segue abaixo alguns exemplos de diferentes tipos de coleiras físicas:

Coleira de consideração
A coleira de consideração é geralmente usada quando se inicia uma relação. Ela serve para identificar um possível relacionamento entre o Dominador e a submissa, sinalizando para os demais praticantes que o relacionamento pode se tornar mais sério, que existe uma negociação. Ela pode ser considerada a primeira coleira usada por uma submissa, onde geralmente é usada por um certo período de tempo.

Esse é um tipo de coleira feita em couro e tem a cor azul, mas pode ser utilizada outra cor a critério do Top. É uma coleira simples, sem ornamentos, travas, adornos ou cadeado.

Coleira de proteção
Geralmente é usada para representar que a submissa está sob proteção de um Dominador. Nesse caso significa que outros praticantes não devem se aproximar sem o consentimento de um Dominador. São usadas em eventos SM, como plays ou outros encontros fetichistas.

Coleira de Treinamento
A coleira de treinamento indica que a submissa está sendo treinado pelo Dominador. Pode ser considerada a segunda coleira usada pela submissa, onde geralmente antecede a uma coleira formal e é feita também em couro podendo esta ser preta ou vermelha.

Essa coleira é oferecida pelo Dominador depois de passado o período onde eles puderam se conhecer, saber das características, interesses, necessidades sexuais, desejos e estilo de vida para ver se existe afinidade suficiente e seguir com o relacionamento mais intenso.

Coleira Formal ou Coleira Permanente
Esse tipo de coleira é dado pelo Dominador como um símbolo onde é considerado um relacionamento entre ambos. Representa um passo maior, sério e mais intenso, onde existe o amor, honra, respeito e lealdade.

Geralmente é feita uma cerimônia de encoleiramento onde existirão outros praticantes que servirão de testemunhas. É celebrado o reconhecimento do compromisso, sentimentos profundos, devoção, respeito e consideração de ambas as partes.

Aceitando a coleira a submissa indica que concorda em seguir em um relacionamento mais sério com o Top, onde poderá envolver sentimentos, emoções, comprometimento e responsabilidades. Significa que a submissa pertence totalmente ao Dominador. É um dos momentos mais incríveis de uma relação SM onde irá realmente existir uma relação de Dominação e submissão.

Coleira Social
É uma coleira discreta dada pelo Dominador com grande simbolismo e deve ser usada pela submissa em seu dia-a-dia. Ela pode ser usada em sessões e principalmente no mundo baunilha. A coleira social é um dos símbolos que possui um significado intenso, pois transmite a idéia de estar encoleirada pelo Dominador por 24 horas, durante os 7 dias da semana, mesmo não estando com o Dominador.


“Nenhum homem é uma ilha isolada" ou vive sozinho. Todos nós buscamos por alguma coisa, realizar sonhos e desejos, se relacionar com o meio que vivemos ou com alguém, de maneira eventual ou mais íntima. No BDSM não é diferente. A maioria dos praticantes busca se relacionar, mas a questão é saber até onde é seguro, que tipo de relação queremos e com quem.

À primeira vista, muitos dos que descobrem o BDSM ficam encantados com o meio e é aí onde mora o problema, pois existem pessoas que usam o BDSM para sexo fácil e possuem comportamentos alarmantes. Geralmente, o primeiro contato se dá pela internet e é fácil perceber comportamentos típicos desses falsos praticantes que fazem o mau uso do SM.

Um exemplo disso são os falsos(as) Dominantes que exigem logo na primeira conversa com uma/um submissa(o) que adote comportamentos como se já houvesse um compromisso sério de Dominação e submissão e como se já fosse posse deles. Pedem fotos de vários tipos, que elas/eles se exibam na webcam sem roupa, já querem colocar coleiras virtuais de imediato, etc. Os bottoms menos experientes e até aqueles que já estão envolvidos com o meio há muito tempo acabam se comprometendo e se envolvendo em problemas gravíssimos se caírem nas investidas desses falsos Dominantes que possuem o “dom” de enganar.

É necessário definir bem o que se quer dentro do próprio meio ou em uma relação SM. Saber se quer viver a Dominação ou a submissão, que tipo de relação quer viver, se o primeiro encontro é apenas para matar a curiosidade, se a relação vai ser eventual ou mais intensa, por um período curto ou mais longo, se quer exclusividade monogâmica ou irmãs de coleira, por exemplo. Lembre-se que tudo deve ser sempre de forma gradual e obedecer ao conceito/princípio básico do BDSM, que é o SSC(São, Seguro e Consensual). O mais razoável é conversar bastante para ver se existem afinidades e limites antes de ter um encontro real ou uma relação. O mais indicado é que os primeiros encontros aconteçam em locais públicos, de preferência onde a submissa(o) conheça, seja mais confortável e de fácil acessibilidade. Antes de o encontro acontecer, é sempre bom perguntar pra alguém do meio BDSM se conhece a pessoa com quem vai se encontrar e avisar pra alguém de confiança que irá nesse encontro, informando o local, horário, etc. Isso também funciona como mais uma das medidas de proteção e segurança, como acontece em encontros baunilhas.

Dependendo do “nível de sintonia”, pode ser que aconteça uma sessão BDSM no mesmo dia do primeiro encontro real ou em encontros futuros e outros cuidados devem ser tomados. É sempre bom conhecer as práticas e se informar bem antes de uma sessão SM, buscando informações e aprendendo com os praticantes mais experientes, por exemplo. Claro que o BDSM tem um grande apelo sexual e pode haver sexo, mas não é obrigatório. O sexo é uma prática, pode ou não acontecer dentro das relações SM e dependendo que for acordado. Então, sempre é bom e importantíssimo fazer e pedir para que sejam feitos exames de sangue para evitar DSTs(Doenças Sexualmente transmissíveis). O uso de preservativos é quase que uma obrigação!

Esses cuidados facilitam as coisas e podem até parecer excessivos, mas, assim como as submissas podem ser lesadas, os Dominantes também podem e existem pessoas maliciosas que identificam facilmente algumas fragilidades do outro e usam isso como arma para obter vantagens além do sexo fácil, como a extorsão financeira, por exemplo. 

25/07/2013


Dentro BDSM é comum utilizar pronomes de tratamento que podem caracterizar e evidenciar a condição de um praticante dentro do meio de acordo com o título que um praticante escolhe pra si. Esses pronomes identificam a condição de um Top ou bottom, embora não defina quais são as preferências em relação a praticas, fetiches, se ele(a) é sádico ou masoquista.

São formas de tratamento respeitosos e usuais quando nos referimos a algum TOP ou bottom, para homens e mulheres. Para os TOPs, os pronomes de tratamento devem começar sempre com a letra inicial em maiúscula e, para os bottoms, devem começar sempre com a letra minúscula. São eles:

TOP (Homem) – Dominador, Senhor, Lord, Mestre, Master, Dom, etc.
TOP (Mulher) – Dominadora, Senhora, Lady, Rainha, Domme, Deusa, etc.
bottom (Homem) - submisso, sub, escravo, servo, etc.
bottom (Mulher) – submissa, sub, escrava, serva, etc.

E os Switchers? Como ele pode interpretar os dois papéis, tanto de Top e de bottom, e não existe nenhuma convenção, geralmente escrevem com a letra inicial em maiúscula.


A negociação é uma fase importantíssima dentro de uma relação BDSM. Ela é feita antes mesmo do relacionamento começar e serve para definir bem o que se quer ou se espera de uma relação, regular limites, conhecer bem as partes envolvidas e saber sobre desejos e fantasias de uma relação futura. É constituída de várias etapas que podem variar de acordo com o tipo de relação ou das pessoas interessadas. Pode ser escrita(contrato) ou verbal, mas o que importa é saber que a relação é uma eterna negociação e que muitas vezes ela acaba sendo negligenciada pelos praticantes causando várias consequências graves.

Talvez, o primeiro contato que a pessoa tenha, virtualmente ou não, possa ser considerado uma forma de pré-negociação, uma fase onde as pessoas se conhecem para saber se existe alguma afinidade ou desejo mutuo de se relacionar num futuro próximo. É onde existe a troca de e-mails, de telefones até o primeiro encontro, para saber se realmente a outra pessoa é real e partir para a fase concreta da negociação.

Nesse momento não existe compromisso firmado entre as partes e não significa que a relação esteja completamente estabelecida. Isso pode soar até contraditório, mas existem Dominantes e submissas(os) que só pelo simples fato de estar conversando já acham que existe uma relação de Dominação e submissão, de posse ou de pertencimento. Ledo engano. Muitas vezes isso acontece quando não se sabe o que procura e é importante definir bem as coisas para não se frustrar.

Para os Dominantes, a negociação serve para mapear e nortear como a relação vai se suceder, saber qual é o perfil da submissa(a), as suas preferências, seus limites - que poderão ou não ser superados progressivamente, de conhecer a vida pregressa da submissa(o), conhecer mais sobre a sua saúde, perceber qual é o conhecimento dela(o) referente ao BDSM, suas fantasias, fetiches, etc. Para as(os) submissas(os), a negociação serve para saber qual é o estilo do Dominante, para saber qual é a sua experiência, se consegue traduzir o conhecimento em pratica, sobre a sua reputação dentro do BDSM – se é um Dominante sério, se é respeitado ou respeitoso, etc.

Como dito anteriormente, independente ser verbal ou contratual, a relação é uma eterna negociação e é preciso ter cautela e esmiuçar bastante para realmente deixar tudo estabelecido sobre o que vai acontecer ou não durante uma relação SM.

Toda(o) e qualquer submissa(o) que se inicia ou que esteja no BDSM há algum tempo quer realizar prazeres e viver emoções em uma relação real, de entrega ao Dominante/Top. Mas, infelizmente, ser submissa(o) não é apenas obedecer as ordens ou ficar de joelhos.

É errado pensar que o poder está nas mãos do(a) Dominador(a). Esse é um pensamento limitado, pois o poder está nas mãos da(o) submissa(o) e é ela/ele quem transfere ou entrega esse poder para o(a) Dominador(a) que ela/ele realmente confie e queira se submeter. Portanto, deve-se tomar cuidado a quem esse poder será entregue e analisar bem qual é o tipo de relação está disposta(o) a viver para evitar problemas maiores. Existe uma série de falsos Dominadores(as) por aí que não sabem ao menos o que é uma safeword ou SSC.

Não existem regras claras de comportamento ou de como viver o BDSM, mas esse post busca orientar como uma/um submissa(o) deve se comportar e quais são os seus direitos dentro de uma relação ou da comunidade SM. Lembre-se sempre que a submissão ou qualquer prática dentro do BDSM sempre deve seguir o conceito SSC(São, Seguro e Consensual).

Algumas dicas:

ANSIEDADE
A maioria das submissas(o) ficam sempre encantadas(os) quando descobrem o BDSM. Controlar a ansiedade é fundamental. Ela/Ele tem que valorizar a sua entrega e ter bom senso, escolhendo bem qual é o tipo de relação e conhecer bem o Dominador(a) deseja se entregar. Deve-se observar também que é necessário se informar sobre o universo das práticas existentes, quais que lhe despertam maior interesse e saber quais são seus limites.

COMUNICAÇÃO
É sempre necessário se comunicar bem dentro e fora do BDSM. Comunicar é um esforço, um aprendizado. Não se nasce sabendo e algumas pessoas possuem dificuldades de se comunicar com clareza. Para obter uma boa sintonia em qualquer tipo de comunicação é necessário entender, ser cordial, democrático(a), simples, gentil... É saber passar a informação de maneira que a outra pessoa possa receber, entender e responder positivamente para o seu interlocutor o que realmente entendeu.

RESPEITO
As pessoas e as relações são diferentes umas das outras dentro ou fora do BDSM. É necessário respeitar isso e jamais fazer com os outros o que não gostaríamos que fizessem com a gente. Ser uma(o) submissa é se atentar a isso e também dar espaço para que os outros expressem suas opiniões, sem discriminações ou punições. É saber que não somos melhores que ninguém e compreender a outra pessoa mesmo que não entenda a maneira de ser ou de agir. A submissa deve ser tratada com respeito e não deve ser diminuída como ser humano.

RESPONSABILIDADE
Um(a) boa submissa(o) deve se capaz de arcar com o seu próprio comportamento, ações, refletir antes de agir e cumprir com sua palavra e compromissos.

EXPERIÊNCIA E CONHECIMENTO
Todo e qualquer praticante dentro do meio SM deve estudar bastante antes de praticar. Saber o que está fazendo, o que é certo ou errado, seguro, conhecer e desenvolve técnicas, os conceitos em relação ao BDSM, limites e praticar. Isso faz com que a submissa(o) possa dominar qualquer tipo os acessórios ou prática que tenha o desejo de realizar, evitando danos físicos e psíquicos.

AUTOESTIMA E SAÚDE
A maioria das(os) submissas(os) dentro do BDSM possuem a autoestima baixa. Então, cuide de você mesma(o)! É uma responsabilidade e um direito seu se cuidar mentalmente, emocionalmente e fisicamente.

GRATIDÃO
Sempre demonstre gratidão e orgulho de suas escolhas. A(o) submissa(o) não deve ter vergonha de si ou de seus próprios sentimentos. Agindo assim, pode-se encurtar um longo caminho, indo na direção que se deseja alcançar e evitar dissabores.

SEGURANÇA E SINCERIDADE
Todos devemos se sentir seguros e, dentro da submissão, não se deve ter medo ou insegurança. Portanto, não tenha vergonha ou medo de expressar seus sentimentos. Antes de ser submissa(o) você é um ser humano que possui defeitos, qualidades e limites. Expresse-se sempre de maneira clara e direta, informando tudo ou qualquer coisa que quer, pensa ou sente. 

24/07/2013

Por conta do espaço virtual gigantesco proporcionado pela internet, qualquer pessoa pode aprender como dominar e submeter alguém. Existem centenas de blogs e sites que podem dar algumas dicas de como se tornar um(a) Dominador(a) popular e admirado, principalmente por aquelas submissas(os) que sentem a necessidade de serem controladas emocionalmente e sexualmente. Na realidade, ser um(a) Dominador(a)ou submeter alguém requer muito mais do que conhecimento, popularidade ou admiração.

Não basta apenas querer ser um Dominador(a) e muitas pessoas não possuem sequer o perfil ou características para tal. Existem alguns que se intitulam TOP, acreditam em sua própria propaganda e começam a se achar o mais experientes dos Doms, mesmo sem ter ao menos praticado ou terem vivido alguma experiência real de Dominação e submissão, de D/s.

Na realidade poucos são os que detêm de habilidades necessárias para serem Dominadores reais e bem sucedidos. Submeter uma pessoa é muito difícil. Requer muito trabalho e, além das diversas características peculiares, o bom Dominador(a) tem que ser capaz de perceber quais são as práticas que mais dão prazer a ele, a sua submissa, quais são os limites que não devem ser ultrapassados e obedecer ao conceito primordial do BDSM, que é o SSC(São, Seguro e Consensual). Ambos são realizadores de fantasias e fetiches. Nesse caso, uma boa comunicação deve existir para que elas possam ser compartilhadas e realizadas.

Não existe uma regra específica para poder detalhar exatamente um Dominador(a) perfeito, mas, logo abaixo, estão algumas das características ou qualidades mínimas que um Dominador(a) precisa ter para o sucesso dentro do BDSM e se relacionar bem:

AUTOCONTROLE
Essa é a principal característica dentre elas. Se você não pode se controlar emocionalmente e psicologicamente, não pode controlar outra pessoa. O(A) bom/boa Dominador(a) deve ter o controle de si mesmo, domínio dos seus próprios impulsos, emoções, paixões e controlar suas próprias atitudes. Pessoas com bom autocontrole são, em geral, mais bem-sucedidas e mantêm relacionamentos estáveis.

CRIATIVIDADE
O BDSM já é uma cultura adversa, fora do convencional e se o praticante não tiver criatividade à relação vai cair na rotina, como qualquer outro tipo de relacionamento. O(A) Dominador(a) também deve tomar a atitude para fazer algo sobre alguma coisa que já existe, tentando exercer alguma atividade que possa ser diferente ou descobrir o que é estimulante e melhor para uma relação SM.

RESPONSABILIDADE
Um bom/boa Dominador(a) deve se capaz de arcar com o seu próprio comportamento, ações, refletir antes de agir e cumprir com sua palavra e compromissos.

MATURIDADE
Ter consciência do que se quer, saber definir, analisar e agir no momento certo. Deve possuir a capacidade intelectual e psíquica para assumir com responsabilidade as coisas, principalmente quando elas dão errado.

COMPASSIVIDADE
Um(a) Dominador(a) não pode ser egoísta e ou achar que o mundo gira em torno dele. Ele(a) deve ter compaixão, perceber o que acontece ao seu redor, ouvir e responder às necessidades das pessoas dentro do meio SM, principalmente as de sua/seu submissa(o). Deve agir, no sentido de gerar gentilezas e criar um ambiente agradável e estável para um bom relacionamento.

CONFIABILIDADE
Um(a) Dominador(a) não é confiável só porque ele(a) diz que é. Confiança se conquista e, ao lado do autocontrole, talvez seja também uma das qualidades mais importantes de um Dominador(a). Ele(a) deve ser confiável e coerente, principalmente quando ele é capaz de manter a sua palavra.

EXPERIÊNCIA E CONHECIMENTO
Todo e qualquer praticante dentro do meio SM deve estudar bastante antes de praticar. Saber o que está fazendo, o que é certo ou errado, seguro, conhecer e desenvolve técnicas, os conceitos em relação ao BDSM, limites e praticar. Isso faz com que possa dominar qualquer tipo os acessórios e ou prática que tenha o desejo de realizar, evitando danos físicos e psíquicos do próprio Dominador(a) e de usa submissa(o).

CONSISTÊNCIA
Um(a) Dominador(a) não é um ditador(a). Ele(a) deve ser firme em suas ordens e cobranças, mas de maneira justa e verdadeira. É necessário ser sincero(a) ao dizer para uma/um submissa(o) o que realmente se quer e sua maneira de ser. Para isso não precisa ser grosseiro(a) ou mal educado(a). Lembre-se sempre que a boa educação e cortesia andam sempre de mãos dadas junto com o BDSM!

RESPEITO
As pessoas e as relações são diferentes umas das outras dentro ou fora do BDSM. É necessário respeitar isso e jamais fazer com os outros o que não gostaríamos que fizessem com a gente. Ser um TOP é se atentar a isso e também dar espaço para que os outros expressem suas opiniões, sem discriminações ou punições. É saber que não somos melhores que ninguém e compreender a outra pessoa, mesmo que não se entenda a sua maneira de ser ou de agir.

COMUNICAÇÃO
Comunicar é um esforço, um aprendizado. Não se nasce sabendo e algumas pessoas possuem dificuldades de se comunicar com clareza. Para obter uma boa sintonia em qualquer tipo de comunicação é necessário entender, ser cordial, democrático(a), simples, gentil... É saber passar a informação de maneira que a outra pessoa possa receber, entender e responder positivamente para o seu interlocutor o que realmente entendeu.